A TRAJETÓRIA

Foto: Acervo Mekal

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Eram os anos 40, e a humanidade vivia o desencontro. Na Europa, na América, na Ásia, a Segunda Guerra destruía cidades, dizimava povos, distanciava culturas. Em um mundo onde a palavra de ordem era separação, não deixa de ser curioso que aquele paulista de Cosmópolis, Otto Kadow, empreendesse todo seu esforço para aproximar, unir, juntar

O Brasil era um trem engatando nos trilhos da industrialização, e São Paulo, a sua locomotiva. As fábricas se proliferavam, e os desafios na lida com os materiais eram muitos. Fixar peças sólidas, por exemplo, constituía um problema e tanto. Parafusos, rebites e porcas não apontavam para o futuro. Era preciso dar liga. E Otto usava tudo o que aprendera em anos de trabalho em uma indústria química para unir materiais de um jeito tão moderno e eficiente quanto desafiador: a solda.     

O aço inoxidável surgira para revolucionar a indústria de manufaturas. Otto se apaixonara por ele e passou a estudar minuciosamente sua estrutura. Foi se aprimorando na arte de conferir ao inox diferentes formas, criando emendas perfeitas.     

Rapidamente se espalhou entre os industriais a notícia de que um hábil profissional, em sua garagem no bairro do Campo Belo, zona sul da capital, era capaz de atender às mais diversas necessidades – portas, tampos, tanques e outras estruturas resistentes, impermeáveis, vedadas e fáceis de limpar.     

A Metalúrgica Kadow surgia com clientes do porte da Companhia Antárctica Paulista, da Tecelagem Teka, da Hering. Da pequena garagem, a empresa se mudou em 1958 para um grande terreno na Chácara Santo Antônio, então um extremo da zona sul, onde permanece até hoje.     

O aço inoxidável ia expandindo sua presença na vida cotidiana, deixando de ser um material usado apenas na indústria para entrar na casa das pessoas. A pedido de executivos das empresas clientes, Otto e seus funcionários passaram a criar peças para residências, como cubas, tampos e o que mais surgisse de solicitações.     

Otto passou o amor pelo ofício ao filho Kenneth, que foi estudar Engenharia Mecânica. Em 1967, a empresa mudava seu nome para Mekal, já com Kenneth no corpo diretivo.     

Acompanhando as diversas fases da economia do país, a Mekal se desenvolveu atualizando seus processos, investindo em tecnologia e capital humano. A empresa é uma das pioneiras em oferecer benefícios aos seus funcionários, que hoje somam uma centena.     

Seu Kenneth segue à frente da companhia, e hoje têm o auxílio de seus filhos Kenneth (o “Keninho”) e Christian na gestão. A busca pela máxima qualidade, o atendimento exclusivo, a disposição em criar peças únicas para atender os clientes e a paixão pelo aço inoxidável continuam sendo os pilares da empresa.

A Mekal segue unindo desejos e soldando sonhos.